ENTENDENDO LUGARES E OFÍCIOS NA BÍBLIA

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ENTENDENDO LUGARES E OFÍCIOS NA BÍBLIA

Mensagem  Thiago Eddine em Qua Nov 17, 2010 3:26 pm

O ALTAR

Era uma estrutura elevada sobre a qual o adorador oferecia sacrifícios ou queimava incenso. Esta era a forma mais simples e mais antiga de expressar a fé em Deus, o desejo de adorá-Lo, e a necessidade de um sacrifício pelo pecado.
Imediatamente após deixar a arca, Noé erigiu um altar e ofereceu sacrifícios ao Senhor, agradecendo pelo livramento e reconhecendo a grandeza de Deus.
Desde os tempos de Abel, pessoas piedosas continuaram edificando altares de adoração. Abraão erigia altares nos diferentes lugares onde permanecia. Jacó foi um edificador de altares. Moisés, Josué, Samuel, Davi e outros crentes da antiguidade edificaram altares de sacrifício em comemoração a grandes eventos que Deus os concedeu.
O altar do santuário é memorial de uma manifestação divina e sacraliza o local; possuía uma massebah ou pedra com inscrições, ela simbolizava a divindade (Js 24.25-28). No altar do templo de Jerusalém a rocha mais alta servia de fundamento para o "Santo dos Santos", nele ficava a Arca da Aliança. O Novo Testamento não registra a existência de um altar cristão. A afirmação "temos um altar" (Hb 13.10), refere-se ao próprio Cristo. Como o sacrifício de Cristo foi definitivo, não há necessidade de um altar de holocausto.



O TABERNÁCULO

Era uma tenda sagrada com diversos utensílios, tudo feito de acordo com o plano divino dado a Moisés (veja Hb 8:5).
O altar aprovado pela revelação divina deveria satisfazer as necessidades da nação para o sacrifício e a adoração.
O Tabernáculo propriamente dito estava dividido em duas partes, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.
O Lugar Santo media vinte côvados (9,15 m) de cumprimento por dez (4,57 m) de largura. Continha a mesa para o pão da proposição, o candelabro de ouro, e o altar do incenso. O Lugar Santíssimo era quadrado, dez côvados (4,57 m) de cada lado, e nele estava à Arca da Aliança, um cofre sagrado que significava a presença divina. Uma cortina, ou véu, de um material de tecido fino, dividia as duas seções.
Somente o sumo sacerdote, e apenas uma vez no ano, no dia da expiação, entrava no Santo dos Santos a fim de fazer a expiação pelos pecados do povo.
Muitas cerimônias e muitos utensílios da Tabernáculo tinham um significado e simbolizavam a vinda de Cristo. (Veja o ensinamento acerca dos tipos em Hebreus 8-9).



O TEMPLO

Os filhos de Israel haviam sido peregrinos desde a saída do Egito até entrar na terra prometida. Ao se estabelecerem em seu novo lar, era natural que desejassem algo mais permanente que uma tenda como lugar de adoração.
Davi concebeu a idéia de edificar um templo para o Senhor, mas foi impedido de fazê-lo por ser um homem de guerra (I Cr 22: 8 ). Ele, contudo, acumulou grande quantidade de material para o edifício, cuja construção foi confiada a seu filho e sucessor Salomão.
O templo passou a ser o lugar oficial de adoração.
Jerusalém caiu após dois ataques de Nabucodonosor. Em 597 a.C., o tesouro do templo e do reino foi saqueado (2Rs 24.13); no segundo, em em 587 a.C., a cidade foi incendiada e o templo destruído.
O Segundo Templo: Foi com autorização do rei dos medos e persas Ciro, que com um misto de alegria, expectativa e sofrimento, o templo começou a ser reconstruído em 520 e consagrado ao culto a Deus em 515 a.C. A construção foi realizada nas ruínas do templo de Salomão e seguiu o mesmo modelo arquitetônico, com o vestíbulo, diante do átrio sacerdotal e o altar do holocausto, onde ao lado havia o pátio dos homens e, mais tarde um espaço para as mulheres; salão principal e o Santo dos Santos. No segundo templo, o Santo dos Santos ficava vazio, pois não havia mais a Arca da Aliança (Jr 3.16); a separação dos compartimentos antes de madeira, agora era de cortina.



A SINAGOGA

É um lugar judaico de adoração. Esta instituição parece haver surgido durante o exílio na Babilônia ou pouco depois dele. Os judeus dispersos entre as nações sentiram a necessidade de lugares de adoração religiosa, e edificaram sinagogas onde quer que houvesse uma colônia judaica. As sinagogas se diferenciavam do templo de Jerusalém pelo fato de serem geralmente simples edifícios retangulares, sem móveis adornados ou altares para sacrifícios.
Os cultos do dia do repouso realizados nelas eram relativamente simples, consistindo em grande parte da leitura das Escrituras Sagradas, oração, alguma instrução religiosa, e às vezes um discurso expositivo. As sinagogas foram em certo sentido, precursoras da Igreja. Jesus Cristo assistiu aos seus cultos e ensinou em muitas sinagogas. Paulo falava com freqüência nas reuniões que acontecias todos os sábados, aproveitando para anunciar o Evangelho



A IGREJA

Podemos ver o progresso no desejo de adoração espiritual através dos passos sucessivos da construção de altares, do Tabernáculo, do templo e das sinagogas. Esta adoração alcança a sua etapa mais elevada de desenvolvimento na instituição da Igreja, fundada por Cristo. A Igreja nasceu no coração de Deus, Jesus a tornou realidade e o Espírito Santo a sustenta e mantém unida.



TEMPOS, ESTAÇÕES E FESTAS


O dia do repouso

O sétimo dia, separado por Deus no decálogo como um dia de descanso e adoração, para o povo judeu.



O dia da Expiação

Dez de outubro. Era o dia da humilhação e da expiação dos pecados da nação. Neste dia o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo a fim de fazer a expiação pelos pecados do povo



Ano sabático

A lei mosaica requeria que a cada sete anos a terra não fosse cultivada. Os escravos deveriam ser libertos e as dividas canceladas.



O Ano do Jubileu

Este ocorria após sete anos sabáticos, ou seja, a cada cinqüenta anos. Este ano era de liberdade absoluta. Os escravos eram libertos, as hipotecas eram canceladas, os bens de raízes (de família) revertiam aos seus donos (exceto em cidades amuralhadas). A terra descansava como no ano sabático normal. O propósito moral era unir fraternalmente o povo, evitar a opressão e aliviar a pobreza.



OFICIAIS RELIGIOSOS


Os Sacerdotes

Eram homens separados para deveres religiosos especiais, que atuassem como mediadores entre Deus e o povo, oferecessem sacrifícios e realizassem outras funções relacionadas à adoração.



Os Profetas

Eram homens chamados e inspirados por Deus a fim de entregar mensagens de Deus, particularmente com relação a eventos futuros. Convocar o povo e se voltar para o Senhor, advertir e aconselhar os reis.
Uma das mais importantes funções dos profetas era a interpretação dos fatos passados e presentes. Estudando eles os acontecimentos na presença de Deus, puderam vê-los na sua luz divina, e compreendê-los assim no seu verdadeiro aspecto e significado. Por isso os profetas não eram, realmente, historiadores, mas foram algumas vezes políticos ativos, bem como diretores religiosos. Entre esses podemos admitir não somente Isaías e Jeremias, mas também Eliseu, visto como este mandou um dos filhos dos profetas ungir Jeú, efetuando assim desse modo a destruição da dinastia de Onri, culpado de prestar culto a Baal (2 Rs 9).
Além disso, o fato de eles perceberem a significação dos acontecimentos passados e presentes habilitava-os a conhecer os resultados da vida pessoal e nacional, e a proclamar princípios que tinham um alcance muito mais longe, de muito maior expressão do que podiam imaginar. E desse modo, quando as mesmas forças operavam em tempos e lugares distantes dos contemplados pelos próprios profetas.



Os Escribas

Estes homens eram originalmente secretários ou escreventes. Posteriormente, o termo passou a referir-se a homens que eram estudantes, copiadores e interpretes da lei. Esdras foi o escriba mais famoso.
Em tempos do Novo Testamento, estes foram líderes entre os judeus, estavam associados com os sacerdotes, eram estritos quanto à letra da lei, e foram geralmente hostis a Cristo.



Os Anciões

No Antigo Testamento, eram líderes na comunidade entre as tribos. Nos tempos do Novo Testamento, eram os principais líderes entre os judeus, junto com os escribas e os sacerdotes.
Na igreja primitiva, eram líderes oficiais, eleitos ou designados para cumprir certos deveres, e estavam investidos de certa autoridade em assuntos administrativos e eclesiásticos.



Os Apóstolos

Estes foram originalmente os doze discípulos escolhidos por Jesus e chamados apóstolos por Ele. Posteriormente, Matias foi escolhido por Deus para substituir a Judas, o traidor. Paulo foi mais tarde agregado a este número mediante um chamado especial de Deus.
A palavra “apóstolo” se aplica algumas vezes, em sentido menos estrito, a homens como Barnabé, que possuía dons apostólicos, At 14:4, 14.



Os Diáconos

Eram oficiais cristãos designados para realizar certos deveres, geralmente de natureza subordinada. A origem da função se encontra na nomeação dos sete homens mencionados em Atos 6:1-6.
Os requisitos para esta função Paulo os dá em 1Tm 3:8-10 - Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância; Guardando o mistério da fé numa consciência pura. E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis.

José bezerra Dias
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