IGREJA BATISTA

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IGREJA BATISTA

Mensagem  Thiago Eddine em Ter Nov 09, 2010 9:07 pm

IGREJA BATISTA

Algumas igrejas batistas foram pioneiras no mundo e no Brasil. Algumas delas já não existem mais. Entretanto, não podemos deixar de mencioná-las pois foram iniciadoras de um grande movimento que permitiu a obra batista chegar onde chegou. 1 - A primeira igreja batista dos tempos modernos foi organizada por John Smyth, no ano de 1609, em Amsterdam, Holanda. Era composta de ingleses. Após a morte de Smyth, em 1612, alguns retornaram à Inglaterra e os demais foram absorvidos pelos irmãos menonitas. 2 - A primeira igreja batista na Inglaterra foi fundada em 1612, na localidade de Spitafields, com os que regressaram da Holanda e alguns crentes ingleses sob a direção de Thomas Helwys. Essa Igreja existiu até o final do século XIX. 3 - A primeira igreja batista nos Estados Unidos foi organizada em 1639, na localidade de Providence, Rhode Island, por Roger Willians e mais 10 crentes. Ficou conhecida como a Primeira Igreja Batista do Novo Mundo. 4 - A primeira igreja batista na América do Sul foi fundada por Lough Fook, em 1861, na localidade de Demerara, na Guiana Inglesa, uma comunidade de chineses. Chegou a ter 200 membros e enviou missionários à China. 5 - A primeira igreja batista no Brasil foi fundada em 10 de setembro de 1871, sob a liderança do Pr. Richard Ratcliff, formada por imigrantes americanos que se instalaram na localidade de Santa Bárbara, São Paulo. Essa Igreja deu origem à Igreja Batista da Estação, 6 - A primeira igreja batista fruto do trabalho missionário no Brasil foi organizada em 15 de outubro de 1882, na cidade de Salvador, Bahia. Teve apenas 5 membros em seu início: os casais de missionários Bagby e Taylor e o ex-padre Antonio Teixeira de Albuquerque.

A ESTRUTURA DA DENOMINAÇÃO BATISTA

A base do trabalho batista é a Igreja local. A denominação não reconhece nenhuma autoridade humana ou eclesiástica que esteja acima da igreja local. Porém, para fins de cooperação, as igrejas se reúnem em associações para realizarem aqueles trabalhos que uma igreja sozinha não conseguiria realizar, para a comunhão entre as igrejas co-irmãs e para o fortalecimento do trabalho daquelas igrejas que estejam precisando de ajuda. Nesse sentido, desde muito cedo as igrejas de uma mesma região começaram a se reunir para dar prosseguimento ao trabalho e para a expansão da obra. Ao longo do tempo, essas associações foram assumindo caráter nacional, formando as convenções ou uniões batistas de cada país. Em 1905, durante um congresso realizado em Londres, foi organizada a Aliança Batista Mundial, cujo primeiro presidente foi o pastor inglês John Clifford. Atualmente, a denominação batista, a partir da experiência brasileira, tem a seguinte estrutura: As associações regionais congregam as igrejas de uma determinada região ou cidade. As associações regionais de igrejas formam as convenções estaduais, de acordo com estados da federação ou uma área de abrangência determinada. As convenções estaduais formam a convenção nacional, que é o órgão máximo da denominação em cada país. As convenções nacionais se constituem também em blocos ou uniões continentais. Finalmente, existe a Aliança Batista Mundial que reúne 209 convenções nacionais, representativas de igrejas que congregam mais de 150 milhões de crentes em todo o mundo. Como exemplo, podemos mencionar a Igreja Batista Central de Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro, que pertence à Associação Batista Serrana. Nesse sentido, ela está também filiada à Convenção Batista Fluminense, que pertence também à Convenção Batista Brasileira. Ela está inserida ainda no contexto da União Batista Latino Americana, que, por sua vez, faz parte da Aliança Batista Mundial.

COMO OS BATISTAS CHEGARAM AO BRASIL

A primeira tentativa de iniciar o trabalho batista no Brasil, foi em 1859, quando a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos resolveu nomear o missionário Thomas Jefferson Bowen para atuar em terras brasileiras. Bowen já havia sido missionário na Nigéria e começou um trabalho entre os negros escravos no Rio de Janeiro, quando chegou em 1860. Sua missão não foi bem sucedida por motivos de sua saúde como também das desconfianças das autoridades locais em relação ao contato com os escravos, acabando por retornar aos Estados Unidos em 1861. A partir de 1865, vários colonos norte-americanos começaram a chegar ao Brasil. Dentre eles, um grupo de batistas organizou a primeira igreja na localidade de Santa Bárbara do Oeste, Estado de São Paulo no dia 20 de setembro de 1871. Seu primeiro pastor foi o colono Richard Ratcliff e contava com 23 membros. Desde então, essa igreja passou a corresponder-se com os batistas americanos a respeito das necessidades e das oportunidades do trabalho no Brasil. A Junta de Richmond, entidade americana responsável pela obra de missões estrangeiras, chegou a nomear o Pr. Elias Hoton Quillin como um missionário entre os brasileiros. Em 2 de novembro de 1879 foi organizada a Igreja Batista da Estação, com 12 membros transferidos de Santa Bárbara. Todas as duas igrejas eram formadas por colonos americanos, mantinham seus cultos em inglês, mas estavam profundamente preocupadas com o progresso da obra no Brasil. Um figura importante para a consolidação do trabalho missionário foi o advogado e general Alexandre Travis Hawthorne, que esteve no Brasil tendo em vista estabelecer uma colônia. Na assembléia da convenção americana de 1880, Hawthorne trabalhou arduamente para que fossem enviados missionários, chegando a influenciar o casal Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby para serem os primeiros. Os primeiros missionários nessa nova fase chegaram ao Brasil em 1881. Eram o casal Bagby, inicialmente, e o casal Zacarias Clay Taylor e Katharine Crawford Taylor, pouco depois. Foram acolhidos pela Igreja Batista da Estação, mas logo se transferiram para a cidade Salvador, Bahia, onde fundaram, em 15 de outubro de 1882, a primeira igreja batista fruto do trabalho missionário no Brasil, na companhia do ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque. Logo em seguida, outras igrejas foram organizadas no Rio de Janeiro, em Maceió (1884) e em Recife (1887). Outros missionários chegaram para somar aos esforços dos pioneiros, como Salomão Luiz Guinsburg (em 1890), Willian Edwin Entzminger e James Jackson Taylor (em 1891). Muitas perseguições marcaram o trabalho dos pioneiros, mas nada impediu que houvesse um grande crescimento. O ano de 1907 é marcante para o trabalho batista pois foi nesse ano que foi organizada a Convenção Batista Brasileira, cujo primeiro presidente foi o pastor Francisco Fulgêncio Soren. Nessa época, após 25 anos de trabalho, haviam quatro mil e duzentos crentes batistas no Brasil, em 83 igrejas. Hoje, temos cerca de um milhão de fiéis que participam de cerca de cinco mil igrejas.

O PACTO DAS IGREJAS BATISTAS

Todo o crente batista, quando se batiza, recebe no verso de seu certificado uma cópia do "Pacto das Igrejas Batistas". Trata-se de um antigo documento, elaborado no século passado, para firmar o compromisso que o novo crente assume ao demonstrar publicamente o que Jesus fez em sua vida. Esse pacto foi trazido pela primeira vez ao Brasil pelo missionário Zacharias Clay Taylor, em uma publicação de 1886. Harald Schaly, pastor batista brasileiro radicado em Pernambuco, escreveu um pequeno estudo baseado nesse pacto em 1990, destacando dez aspectos dos compromissos que assumimos como membros de uma igreja batista. São estes os compromissos que assumimos, sempre com o auxílio do Espírito Santo: 1. Andarmos unidos no amor cristão; 2. Trabalharmos para o crescimento de nossa igreja local; 3. Mantermos os cultos, as doutrinas, as ordenanças e a disciplina da nossa igreja local; 4. Contribuirmos com liberalidade para o sustento do ministério, para as despesas da nossa igreja local, para a obra da beneficência e para a obra missionária; 5. Mantermos uma devoção particular e em família, educando religiosamente os nossos filhos; 6. Procurarmos a salvação de todos, a começar dos nossos parentes, amigos e conhecidos, através do testemunho pessoal; 7. Sermos fiéis, corretos e exemplares em nossos compromissos, trabalho, condutas e transações financeiras; 8. Evitarmos a detração ou maledicência, a difamação, a ira, visando a harmonia e o crescimento do reino de Deus; 9. Observarmos um bom relacionamento uns com os outros, baseado na oração, no companheirismo, na sinceridade, no perdão e na delicadeza no trato; 10. Nos mantermos fiéis e perseverantes como crentes batistas, mesmo que precisemos mudar para uma outra região. Como se pode ver, são aspectos de um acordo básico de boa convivência entre os crentes, com a finalidade de promover o crescimento da igreja local e, por conseguinte, do Reino de Deus como um todo. Geralmente, esse pacto é lido durante a cerimônia de organização de uma igreja batista e todos os seus fundadores o aceitam de comum acordo, pelo menos em princípio. Todos os membros que se filiam a uma igreja batista posteriormente também aceitam esse pacto como um princípio mínimo para a boa convivência no corpo de Cristo.
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